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Vida moderna impõe novos desafios à saúde cerebral

No Dia Mundial do Cérebro, neurologista alerta para a importância do sono, da atividade física e das pausas na rotina conectada.


Celebrado em 22 de julho, o Dia Mundial do Cérebro chama a atenção para a importância da saúde cerebral e da prevenção das doenças neurológicas. Condições como acidente vascular cerebral (AVC), doença de Parkinson, Alzheimer, enxaqueca, epilepsia e distúrbios do sono afetam milhões de pessoas em todo o mundo, tornando o diagnóstico precoce e o tratamento adequado fundamentais.


Segundo Shigueo Yonekura, médico com especialização em neurologia e sono pelo Hospital das Clínicas da USP, embora o envelhecimento do cérebro seja um processo natural, a adoção de hábitos saudáveis pode contribuir para preservar a função cerebral por mais tempo. "O cérebro coordena todas as funções do organismo, dos movimentos às emoções, à memória e ao raciocínio. Cuidar dele significa investir em autonomia e bem-estar durante toda a vida", reforça.


Entre as principais medidas de prevenção, o neurologista destaca a prática regular de atividade física, alimentação equilibrada, controle da pressão arterial, do diabetes e do colesterol, abandono do tabagismo e um sono de boa qualidade. "Durante o sono, o cérebro consolida memórias e realiza processos fundamentais para seu funcionamento. Dormir bem não é um luxo, mas uma necessidade para manter a saúde cerebral."


O especialista também chama a atenção para um desafio cada vez mais presente: o excesso de estímulos provocado pela hiperconectividade. "O cérebro humano não foi desenvolvido para lidar com um fluxo contínuo de informações durante todo o dia. A alternância constante entre notificações, mensagens e diferentes tarefas pode favorecer a fadiga mental, reduzir a concentração e aumentar a sensação de cansaço. Fazer pausas ao longo do dia e respeitar os momentos de descanso também é uma forma de cuidar do cérebro", recomenta o médico do Instituto de Tecnologia em Neurologia e Sono de Piracicaba.


Outro ponto de atenção é não ignorar sintomas persistentes, como dores de cabeça frequentes, alterações de memória, tremores, perda de força, tonturas e dificuldades na fala. "Muitas doenças neurológicas apresentam melhores resultados quando identificadas precocemente. Quanto mais cedo o paciente busca avaliação médica, maiores são as possibilidades de tratamento e de preservação da qualidade de vida."


Avanços ampliam as opções de tratamento

Nos últimos anos, a neurologia tem incorporado novas tecnologias para complementar o tratamento de algumas doenças. Entre elas está a Estimulação Magnética Transcraniana (EMT), técnica não invasiva que utiliza campos magnéticos para modular a atividade de áreas específicas do cérebro. "A Estimulação Magnética Transcraniana representa um importante avanço terapêutico para indicações bem estabelecidas. Quando indicada corretamente, pode integrar o tratamento de algumas condições neurológicas e psiquiátricas, sempre após avaliação individualizada", explica o neurologista.

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